Índigo Natural – o azul de origem vegetal

Esse vídeo mostra o processo de extração da tintura natural Índigo em Itamonte/MG (Brasil).

This video shows the Indigo natural dye extraction process at Itamonte/MG (Brazil).

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Esculpindo espaços sagrados

“Um espaço sagrado é […] transparente à transcendência, e tudo dentro desse espaço fornece uma base para meditação […]. Quando você entra pela porta, tudo dentro desse espaço é simbólico, o mundo inteiro é mitificado. Viver em um espaço sagrado é viver em um ambiente simbólico onde a vida espiritual é possível, onde tudo ao redor de você fala sobre a exaltação do espírito. Esse é um lugar onde você pode simplesmente experienciar e criar o que você é e o que você pode ser. É um espaço de incubação criativa. A princípio você pode achar que nada acontece ali, mas se você tem um espaço sagrado e o usa, algo eventualmente vai acontecer. O seu lugar sagrado é onde você encontra-se repetidamente.” – Joseph Campbell, em The Temple in the House, por Anthony Lawlor, AIA.

cob-banheiro

Construir com cob é ser um artista esculpindo um espaço sagrado de terra – como expressão de uma jornada individual em direção à saúde e inteireza. Das primeiras ideias sobre uma casa de cob até o término de seu processo de construção, criar com cob é fazer um trabalho de arte pessoal e simbólico.

Quando eu e Ianto começamos o nosso primeiro anexo de cob em uma cabana de madeira, achamos que fazer o nosso próprio material de construção se tornou um processo sagrado. Adorávamos cavar solos argilosos cedo da manhã e construir no entardecer. O prazer e satisfação que senti em meu corpo foram parecidos com a sensação que tive quando era criança e esculpi meu primeiro pote de argila. Estávamos, de fato, esculpindo uma casa de verdade com as mãos. Nossas ferramentas eram simples: nossas mãos e pés. Não fazíamos ideia que trabalhar com argila dessa maneira se assemelharia tanto aos movimentos de um escultor, e que iríamos imediatamente e continuamente nos sentirmos escultores.

Uma de nossas primeiras experiências veio da questão: “Qual seria a maneira mais fácil de fazer uma janela redonda?”. Algo maravilhoso aconteceu quando percebemos que poderíamos colocar uma pedaço de vidro diretamente na parede e esculpir ao redor dele para criar a forma que quiséssemos. Esse é um processo muito diferente de construir um marco de madeira, e é realmente muito fácil.

Eu me dei conta que construir uma casa com argila foi tão simples e natural que eu não precisei ter tido experiências anteriores em carpintaria ou construção. Eu pude abordar isso como uma artista e como humana, com habilidade inata de criar um abrigo. A precisão requisitada para construção com madeira não foi necessária nesse estilo fluído de construir. Assim como cada humano, cada construção de cob é “única”, contendo as memórias, as mãos, os pés e as risadas de quem ajudou a construí-la. Construir com cob dá um grande senso de empoderamento que nos conecta com aquelas primeiras experiências que tivemos com argila na infância, e nos guia em direção a nos tornarmos escultores de nossos próprios ambientes sensíveis e naturais.


Esse texto foi traduzido por mim do livro The Hand-Sculpted House (Ianto Evans, Linda Smiley e Michael G. Smith) / Editora Chelsea Green

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Sobre plantas que acompanham seres daninhos

Costumamos chamar alguns vegetais de ervas-daninhas ou plantas invasoras. Muitas são comestíveis (as queridas PANCS), mas outras não. Todas, contudo, são vegetais extremamente importantes para a reparação de solos e, sobretudo, indicam qual a qualidade de um solo em determinado momento. Em vez de querer nos livrar delas, vamos aprender o que elas têm a ensinar.

Trevo (Oxalis Oregana)

Trevo (Oxalis Oregana)

Mais do que errado, o termo ervas daninhas é preconceituoso e baseado numa visão utilitarista. Repare, o termo daninhas já indica que elas são prejudiciais, perniciosas, que causam dano. Mas, elas causam mesmo? Na natureza não existe nada que cause dano. Felizmente só conseguimos falar de bem e mal, um discurso que envolve a moral, para questões humanas, e as plantas são vegetais. Nem bons, nem maus. Nunca daninhos, danosos. Só a partir desse raciocínio, o termo “erva daninha” já começa a parecer errado.

O termo ruderais é sinônimo de ervas-daninhas, mas sem esse juízo de valores em cima delas. Ruderal significa “planta que acompanha o homem”. Ou seja, onde o homem vai e desmata, queima, corta, lá vem as plantas ruderais para ocupar o solo. As plantas espontâneas, que nascem sozinhas.

Essas plantas têm a habilidade de deixar o ambiente sempre mais fértil, mais solto, mais úmido e mais rico em vida. Sempre. São aquelas que nascem onde nada mais nasce, e vão preparando terreno até que as plantas mais sensíveis possam nascer, seguidas de plantas maiores, até a reposição da vegetação.  Dessa forma, raramente você verá as plantas ruderais, “daninhas”, numa floresta com solo rico e fértil. Ali, elas não tem mais trabalho a fazer. Aliás, há sementes que ficam décadas no solo esperando o solo ficar compactado, seco, pobre e raso para brotarem. É o plano de saúde do solo. A esse “plano de saúde” natural damos o nome de banco de semente do solo. Se a terra fica doente, essas sementinhas entram em ação. E não, não estou inventando nada disso. Ana Primavesi já escreveu sobre isso.

Aí está a mágica! Certas plantas têm essa função na natureza, a de equilibrar, reestabelecer. Por exemplo, se o solo está muito compacto, a tendência é que nasçam plantas de raízes longas e profundas. Elas naturalmente descompactam o solo e o deixam fofinho, permitindo a entrada de água. Espécies não comestíveis como a vassourinha de botão e a guanxuma são terríveis de arrancar porque a raiz vai fundo na terra. Quando a planta morre, essas raízes viram túneis onde a água e a fertilidade penetram. E a terra vai afofando, afofando.

Fontes para mais informações: Guilherme Ranieri (autor do texto editado) / Blog Matos de Comer [link]

Blog Teia Orgânica [link]

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Adendo ao Manual dos Construtores de Cob

Esse texto contém as informações que senti vontade de complementar no livro “O Manual dos Construtores de Cob” (Becky Bee) enquanto o traduzia. Elas são baseadas nas minhas experiências pessoais e coisas que aprendi por fora, em cursos e conversas com outras pessoas que já bioconstruíram.

Em primeiro lugar, as justificativas da escolha desse livro para tradução: eu nunca conheci outro sobre construção com terra crua que tivesse uma linguagem tão acessível (não técnica demais) e que ao mesmo tempo fosse tão completo. Existe o “The Hand-Sculpted House” (Evans, Smith e Smiley), que pessoalmente considero uma obra de arte, completíssimo e um deleite de se ler. Ele é um ótimo livro de aprofundamento para ler depois do “O Manual dos Construtores de Cob”. Porém, é uma bíblia! Eu consegui autorização da Becky por e-mail para traduzir seu livro, e acho que com o outro não seria tão simples assim, pois envolve uma editora maior.

Outros motivos mais pessoas envolvem: o fato de ter sido escrito por uma mulher, pois sou entusiasta de todas as ações promovam o empoderamento feminino que foi reprimido nos últimos tempos; eu ter preferência pelo cob sobre as outras técnicas, porque eu o sinto muito mais familiar e intuitivo do que as outras; e falando em intuição, ela foi outro motivo da minha escolha.

Uma crítica que já escutei em lugares permaculturais é que o cob é uma técnica de bioconstrução muito demorada – por causa da espessura necessária para as paredes em comparação a uma parede de pau-a-pique com barro, por exemplo.

Na teoria isso tem seu fundo de verdade, mas eu acho que na prática pode não ser bem assim. Como me disseram uma vez, não faz muito sentido “colocar as técnicas na gaveta”. Na hora de bioconstruir, o que vai se utilizar é o que há disponível no local, e não é raro misturar materiais a ponto de já não ter mais um nome muito certo pra técnica da parede – e o cob é tão flexível que está facilmente sujeito a receber intervenções de outros materiais para “dar um gás”.

Vou falar da minha experiência com isso: a ideia inicial pra cabana de camping que estou construindo era ser inteiramente de cob. Na medida comecei a fazer, eu vi que cada mistura de cob que eu fazia rendia pouco – eu mal começava a subir a parede e já tinha que fazer mais misturas. Foi quando a Luciana, que estava construindo ao meu lado e tem bem mais experiência do que eu, comentou que na terra onde estávamos construindo fazia mais sentido construir com pedras – porque elas estavam literalmente por todos os lados.

Seguindo esse conselho, comecei a embutir muitas pedras no meio das paredes de cob (de modo que não se encostem, pra não criarem rachaduras internas), e isso fez uma enorme diferença no meu rendimento. Não faria mesmo sentido continuar fazendo apenas com a mistura de cob, virou “cob + pedra”. E é sobre isso o que eu mais quero falar nesse texto, porque esse é um ponto importante que a Becky não chega a comentar no livro, mas no “The Hand-Sculpted House” até ilustram:

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Pode-se colocar “qualquer coisa” sólida no meio da parede de cob para economizar trabalho! Muitos antigos poderiam não dar a mínima pra essa informação, mas nós somos hoje cercados por coisas sólidas que vão parar num aterro (vulgo lixos). Ao invés de fazer isso, essas coisas podem parar no meio de paredes de cob – na maioria das vezes sem que apareçam por fora, pra não estragar o visual né. Mas tem que usar o bom senso, já vi gente se emocionando com isso e falando sobre colocar latinhas amassadas no meio do cob – isso provavelmente criaria bolhas de ar dentro da parede, que podem virar rachaduras. É melhor usar coisas mais seguramente sólidas.

Também já me contaram de uma construção que colocaram garrafas no meio da parede pra fazer enchimento, mas bem na base. Depois, o peso de toda a parede por cima fez com que as garrafas quebrassem. São coisas que tem que ser pensadas, sempre usando o bom senso e a observação. O que tem que cuidar, em todos os casos, é que esses objetos não se encostem para que o atrito entre eles não crie rachaduras internas na parede.

Esse é o ponto mais importante que eu queria agregar ao livro, porque faz muita diferença na hora de construir. Outra coisa que é interessante e economiza trabalho é usar mais de uma técnica em uma construção – por exemplo, cob para as paredes externas que suportam mais peso e pau-a-pique com barro para as paredes internas que apenas delimitam ambientes.

Mais um macete: construam paredes arredondadas (e não retas), na medida do possível. Eu li isso no livro e depois senti na prática. Paredes arredondadas são naturalmente mais fortes, e portanto podem ser mais finas, demandando menos misturas de cob. Além de, na minha opinião, serem muito mais bonitas, particularmente sinto muito mais confiança e sensação de conforto com uma parede que não é reta.

Outra coisa que eu acho maravilhosa com o cob é que não demanda necessariamente o levantamento de grandes vigas para apoiar o teto, o que é um fator importante para quem não tem máquinas, equipe e força física para isso. Levantar paredes apenas com as mãos, esculpindo em formas orgânicas é muito emocionante. Como tudo tem seu porém, o lado ruim é que precisa de muita lona pra tapar as paredes das chuvas, antes de grudar o teto em cima da última camada fresca de cob. Construir com sacos de terra comprimida também não demanda vigas, mas quem já fez me contou que precisa de força brutal pra comprimir a terra, que cansa muito.

Seguindo essas dicas (utilizar objetos como enchimento + paredes arredondadas + paredes internas mais finas), a construção com cob não vira uma coisa tão demorada como se diz. Esses são alguns dos meus pensamento atuais que me fazem ser entusiasta do cob. Vou atualizando esse post caso me lembre de mais.

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Fotos da construção da Toca (linha do tempo)

Esse post vai sendo atualizado à medida que a obra avança!

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o armário, única parte redonda da obra, está sendo meu canto preferido

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prateleiras tomando forma. obrigada, vic!

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Esse dia eu comecei a primeira camada de reboco (abaixo), que também é de terra. A partir de agora as paredes vão ficando mais lisas, mais acabadas. Eu acho que é a melhor parte de todas.

 

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Ainda não tinha colocado os beirais.

 

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Utilizei uns poucos vergalhões para ajudar a sustentar o arco sobre a futura porta e as costaneiras.

 

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O teto foi a única parte que eu tive que lidar com coisas retilíneas, e a única que tive que gastar dinheiro com os materiais.

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Ia começar a grudar o forro sobre a última camada fresca das paredes (pra isso não precisa de pregos, só nos beirais!)

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Adorei essa foto.

 

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Olhando de dentro.

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Como construir uma fundação de pedra sem cimento

Esse é um relato do que aprendi por experiência, com dicas que podem economizar o trabalho de iniciantes. Construir uma fundação somente com pedras requer paciência e gosto por um trabalho quebra-cabeça, pois o segredo é saber encaixá-las de modo que uma estabilize a outra. Aviso que as dimensões de fundação que eu vou sugerir é para sustentar obras pequenas (bancos, fornos, pequenos galpões, casas de cachorro, muros de jardim, etc). Se você quer construir algo como uma casa, você pode utilizar essa técnica, mas pesquise em livros de bioconstrução sobre as dimensões mais apropriadas.

fundacao pedra bioconstrucao

Detalhe da fundação da Toca

A fundação que terminei de construir vai sustentar uma pequena construção (apelidada por mim de Toca) que terá no máximo 1,50 metros de altura. A terra onde estou construindo, em Maquiné/RS, tem pedra pra todos os lados. Isso facilitou muito a minha vida, pois teria sido árduo ficar carregando pedras em distâncias consideráveis até o local de construção. Se você quer construir com pedras, recomendo que faça isso onde elas estejam bem próximas – ou você pode comprá-las, e eles vão entregar até onde houver acesso à estrada. Em todos os casos, tenha um carrinho de mão para te ajudar.

O fato de estar cercada por pedras não foi o único motivo que me fez optar por esse material – fundações de pedras são lindas. Eu, pelo menos, nunca vi uma que fosse feia. Pedras empilhadas sobre o solo têm uma aparência muito natural e podem durar “pra sempre” (em tempos humanos). Se você tiver acesso local a boas pedras, é possível que não gaste um centavo com sua fundação. Mas isso tem um outro tipo de preço: você vai ter que aprender a entrar no ritmo das pedras. Se você é acostumadx com o ritmo da cidade, pode ser difícil no início. Mas se é realmente o que quer, persista.

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Antes de começar, considere:

Você vai trabalhar com elementos geológicos que levaram eras para ter esse formato e estarem onde estão. As pedras são lentas, não gostam de pressa e não vão se ajustar às suas expectativas de tempo, a não ser que você as modifique em formatos mais quadrados e previsíveis. De qualquer maneira, sinta-se gratx com elas e não brigue. Enquanto estiver tentando encaixá-las, você vai ver que isso não é só papo meu.

Depois de passar por momentos difíceis com elas, aprendi que para construir uma base sólida apenas com pedras deve-se vigiar qualquer inquietude da mente durante o processo (caso ela exista, como no meu caso que tinha uma pressa sem fundamento). O trabalho de encaixar pedras de maneira que uma dê estabilidade à outra flui muito melhor com calma e concentração.

E por favor, não vá construir uma fundação abaixo de um sol de verão como eu fiz. Escolha um local com sombra, que tenha árvores para amarrar lonas ou trabalhe durante uma meia estação.

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Agora sim! Passo-a-passo prático:

Então você tem acesso às pedras e tem certeza que quer usá-las para sustentar sua obra. Já é um passo. Você tem as ferramentas necessárias? Não precisa de muitas: eu usei apenas um carrinho de mão e uma enxada (uma pá ajuda também). Se você não está construindo sozinhx, pode ser bom ter mais de um de cada.

Escolha um local onde a água da chuva não acumule. Ou seja, não construa num “buraco”. Dê preferência a lugares planos e mais altos que os arredores. Se você construir sobre um declive, vai ter que fazer um nível antes (pesquise sobre como fazer isso direito). Prefira também uma terra mais firme, para ter menos trabalho batendo o solo (isso cansa muito). Considere a possibilidade de fazer uma vala de drenagem ao redor, se necessário.

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Vala de fundação (do blog Canadian Dirtbags)

O primeiro passo é cavar a vala para assentar a fundação. Planeje bem a largura dela. Hoje eu gostaria de ter feito um pouco mais larga do que fiz a minha, pois à medida que você sobe a fundação, a tendência é que afunile pelo menos um pouco. Considere que a largura do topo do fundação vai definir a largura da base da parede. Então, sabendo a largura que a base da sua parede terá, você já sabe que é melhor cavar a vala um pouco mais larga do que isso.

Uma dúvida comum é o quão fundo cavar a vala. Isso vai depender do porte da sua obra. Como a minha é pequena, eu cavei apenas uns 25cm e derramei uma camada fina de pedras pequenas por cima do solo já batido (para ajudar na drenagem). Mas se o que você está construindo é do tamanho de uma casa, certamente é melhor cavar mais fundo e investir mais em drenagem. Você pode encontrar informações mais detalhadas no livro The Cob Builders Handbook (por Becky Bee), disponível na internet em inglês, ou outro livro a respeito. Vou me focar mais em explicar como fazer a fundação só no encaixe das pedras, pois é sobre isso que não há muito material.

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Coisas para adiantar ao cavar a vala:

– Deixe por perto a terra que você cavou. Se você peneirá-la, pode extrair pequenas pedras para cobrir o fundo da vala (isso ajuda na drenagem). Ela também pode servir para fazer paredes de cob/barro (exceto a camada superficial do solo, que não costuma ser boa para construção).

– Desde o início, separe em um balde todas as pedras pequenas/médias em formato de cunha ou triangulares que encontrar. Elas vão ser muito valiosas quando você estiver encaixando as pedras maiores.

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A vala está pronta? O próximo passo é trazer as pedras para o entorno da obra. A lógica é a seguinte: nas primeiras camadas da fundação, você vai utilizar as maiores pedras que tiver. À medida que vai subindo, o tamanho das pedras vai diminuindo (não obrigatoriamente, mas tende a ser assim). Então,  se você dispor as pedras ao redor da sua vala em ordem decrescente de tamanho, vai facilitar sua vida. Deixe um espaço entre as valas e as pedras para poder se locomover com conforto.

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Desenhos da Toca

Entrada

Entrada

 

Armário

Armário

Dois desenhos que fiz hoje. Mais ou menos assim imagino que ficará minha construção por dentro. Em breve mais ângulos!

Atualização (09/11) mais um!

III

Plano mais geral

 

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Miniatura de casa de cob

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Fiz essa miniatura de argila imaginando como faria minha casa. Não faria mais dessa maneira exatamente, mas ainda gosto dessa peça 🙂

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